luns, 12 de xaneiro de 2015

Importante resposta da Comisión europea sobre a reclamación de Edgewater


Reproducimos, polo seu interese, a pregunta realizada no Parlamento Europeo pola eurodeputada de AGE Lidia Senra, así como a resposta da Comisión.
Nelas queda claro que a empresa Edgewater non ten dereito algún a reclamar indemnización polas posibles perdas derivadas da denegación do seu proxecto. 
É,por tanto, unha nova estocada para Mineira de Corcoesto.





PREGUNTA PARLAMENTAR:

Perguntas Parlamentares (Parlamento Europeu, Comissão)


9 de outubro de 2014, E-007767-14

Pergunta com pedido de resposta escrita à Comissão, Artigo 130.° do Regimento

Lidia Senra Rodríguez (GUE/NGL)

Assunto: Acordo CETA e empresa Edgewater na Galiza



O CETA estabelece mecanismos que conferem às multinacionais o direito de apresentar exigências aos governos, quando estes tomam decisões que considerem que afetam os seus negócios.

Na Galiza, a empresa canadiana Edgewater pretende obter autorização do governo galego para a exploração mineira de ouro, afetando a esse fim terras agrícolas e florestais. A empresa em causa usará cianeto, pondo assim em risco a saúde das pessoas, a vida aquática e a qualidade da água.

O governo galego anunciou há alguns meses o cancelamento do projeto aurífero. Todavia, de acordo com notícias recentemente vindas a lume na imprensa, a empresa está disposta a processar a Xunta da Galiza por danos patrimoniais se o projeto cancelado não for retomado ou não receber uma compensação económica.

1. Será que, nos termos do acordo CETA, o povo galego vai ser obrigado a indemnizar a empresa para proteger os solos, o ambiente e a saúde?

2. Não pensa a Comissão que a União Europeia deveria preocupar-se em manter a qualidade da água não permitindo que um povo seja prejudicado por querer protegê-la?

3. Será que os benefícios concedidos à empresa Edgewater merecerão mais proteção pública do que o direito das galegas e dos galegos a uma vida saudável?

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RESPOSTA DA COMISIÓN:
Preguntas parlamentarias (Parlamento Europeo, Comisión)

4 de decembro de 2014, E-007767/2014

Resposta da Sra. Malmström en nome da Comisión



Ningunha empresa canadense pode actualmente invocar o Acordo Económico e Comercial Global (AECG) con Canadá para impugnar unha decisión referente ao seu investimento, nin presentar reclamacións por danos patrimoniais, dado que este acordo non está en vigor. O AECG entrará en vigor unha vez finalizasen os respectivos procedementos de aprobación por parte de Canadá e da UE. No caso da UE, requiren a aprobación do Consello e do Parlamento Europeo.

En calquera caso, os acordos de libre comercio, incluído o AECG, non modifican o dereito dos Estados membros a perseguir os seus obxectivos lexítimos de política pública, incluída a fixación de normas de protección ambiental. O AECG deixa claro que a UE e Canadá manteñen o seu dereito a lexislar para alcanzar obxectivos lexítimos en materias como a saúde pública, a seguridade, o medio ambiente, a moral pública e a promoción e protección da diversidade cultural. Isto significa que un investidor non pode recibir unha compensación por lucro cesante, perda de beneficios ou custos sufridos.

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